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Centro de Desenvolvimento do Ensino Superior em Saúde, Universidade Federal de São Paulo

Educação antirracista na formação em saúde: o debate do CEDESS não acabou com o seminário

Para marcar os seus 30 anos, o CEDESS dedicou a décima edição do seu seminário internacional à educação antirracista, à equidade e à inclusão na formação docente em saúde. Quase metade dos 56 trabalhos publicados trata do tema. Todos continuam em acesso aberto depois do evento, sem login e sem paywall, ampliando o acesso ao conhecimento compartilhado no seminário.

Educação e Saúde Brasil Chamada de trabalhosAvaliação pela comissão científicaInscriçõesCredenciamentoCertificadosPublicação de Anais

Na voz da coordenadora · 3 min

“Ter um repositório em que os trabalhos apresentados permanecem, que os autores estão presentes, que as autoras estão presentes, marca o jeito CEDESS de ser.”

Sylvia Helena Souza da Silva Batista

Coordenadora do CEDESS e coordenadora geral do X Seminário Internacional, UNIFESP

Assistir no YouTube (abre em nova aba)
Ler a transcrição do depoimento

Olá, eu sou a professora Sylvia Batista. Sou atualmente coordenadora do Centro de Desenvolvimento do Ensino Superior em Saúde, CEDESS, do campus São Paulo, Universidade Federal de São Paulo.

E com uma alegria imensa, acabamos de realizar o nosso décimo Seminário Internacional do CEDESS, comemorando os nossos 30 anos de construção do centro, com o tema Formação Docente em Saúde: Educação Antirracista, Equidade e Inclusão.

E pra realizar esse nosso seminário histórico, nós contamos com o apoio da plataforma Galoá. Queria contar pra vocês que esse foi um apoio fundamental. Fundamental pela relação de confiança, fundamental pela qualidade da plataforma, fundamental pelo apoio desde a primeira concepção até a finalização, o pós-evento, todo o cuidado que nós recebemos de toda a equipe para que o nosso evento pudesse chegar até as pessoas.

Quero destacar, e não só, apesar de importante, toda a estética, toda a leveza, toda a interface absolutamente amigável da plataforma, mas o quanto ter um repositório que os trabalhos apresentados ali permanecem, que os autores estão presentes, que as autoras estão presentes, marca o jeito CEDESS de ser, que é um jeito de aprendizagem compartilhada, de criação, de ética, de cuidado, de uma formação dialógica.

Então, ter a Galoá ao nosso lado na concepção da plataforma e no desenvolvimento de todas as ações do evento e nessa finalização pós-evento é algo que traz pra nossa experiência uma ampliação dos lugares em que a gente pode chegar com o CEDESS, com os saberes e com as práticas de todos e todas as pessoas que aqui estiveram conosco, seja presencialmente, seja nos ambientes virtuais em que o evento foi transmitido.

Muita gratidão à Galoá. Estaremos juntos no décimo primeiro seminário, em 2028. E muita alegria de termos um espaço de divulgação científica, que é também um espaço de co-construção e de autoria. Obrigada, Galoá.

56

trabalhos em acesso aberto, publicados depois do seminário

26

deles sobre educação antirracista, equidade e inclusão

9,47

nota média de recomendação da plataforma, de 0 a 10

O tema que o CEDESS escolheu para os seus 30 anos

O CEDESS, Centro de Desenvolvimento do Ensino Superior em Saúde da UNIFESP, campus São Paulo, completou 30 anos em 2026. O centro reúne pesquisa e formação docente e realizou dez edições do seminário internacional ao longo dessas três décadas.

A edição comemorativa teve como tema Formação Docente em Saúde: Educação Antirracista, Equidade e Inclusão.

O tema também aparece nos trabalhos apresentados. Dos 56 trabalhos publicados nos anais, 26 tratam de educação antirracista, equidade, letramento racial ou saúde da população negra. Quase metade dos trabalhos publicados. São trabalhos como “Quando o currículo silencia: reflexões sobre educação antirracista na formação dos profissionais de saúde”, “Coletivo NEGREX e a construção da educação antirracista em saúde” e “Caminho da (re)existência: analisando o itinerário social do homem negro transexual”.

O seminário teve 251 inscrições e foi conduzido por uma equipe enxuta, com a coordenação geral acumulada pela própria coordenadora do centro e sem secretaria de eventos dedicada. A plataforma apoiou essa equipe durante a organização e manteve os trabalhos disponíveis para consulta depois dos quatro dias de programação.

O que a coordenação parou de carregar sozinha

A Galoá entrou como a infraestrutura científica do seminário: chamada de trabalhos, avaliação pela comissão científica, inscrições, credenciamento, certificados e a publicação dos anais.

Menos dúvidas de autores por e-mail

Segundo a coordenação, a gestão de trabalhos organizou a alocação das submissões, simplificou o processo para os autores e reduziu bastante as dúvidas por e-mail.

A comissão científica conduziu a avaliação dentro da plataforma, e 56 trabalhos foram aprovados e publicados nos anais.

Credenciamento que a própria equipe operou

O credenciamento presencial usou autocredenciamento com QR code. A própria equipe operou o credenciamento, um dos pontos elogiados pela coordenação na avaliação de fechamento.

Certificados emitidos pela coordenação, sem intermediário

A emissão de certificados transcorreu sem problema técnico e foi feita pela própria equipe do centro, apoiada nas perguntas frequentes e nos vídeos tutoriais, usados de forma constante ao longo do projeto.

Na avaliação de fechamento do projeto, ela descreveu o suporte como algo que ensinou a equipe a resolver, em vez de resolver por ela. No depoimento, o que ela destaca é o cuidado: “Todo o cuidado que nós recebemos de toda a equipe, para que o nosso evento pudesse chegar até as pessoas”. E o acompanhamento do começo ao fim: “Fundamental pela relação de confiança, fundamental pela qualidade da plataforma, fundamental pelo apoio, desde a primeira concepção até a finalização, o pós-evento.”

O que fica depois que o seminário acaba

Os 56 trabalhos do X Seminário Internacional do CEDESS estão publicados em acesso aberto no proceedings.science, o acervo de anais da Galoá, buscáveis por título, autor e palavra-chave. Sem login, sem paywall, sem precisar ter estado lá. Quem procurar hoje por letramento racial na formação em saúde encontra o que foi discutido em São Paulo em junho de 2026, com o nome de quem discutiu.

É aqui que a avaliação da coordenadora sai do terreno do software e entra no da identidade do centro:

“Quero destacar, apesar de importante, toda a estética, toda a leveza, toda a interface absolutamente amigável da plataforma. Mas o quanto ter um repositório em que os trabalhos apresentados permanecem, que os autores estão presentes, que as autoras estão presentes, marca o jeito CEDESS de ser. Que é um jeito de aprendizagem compartilhada, de criação, de ética, de cuidado, de uma formação dialógica.”

Na fala da coordenadora, preservar a autoria faz parte do compromisso do centro com a formação docente. E num debate sobre educação antirracista, quem assina o trabalho é parte do argumento. Um repositório em que quem apresentou continua nominalmente presente faz o seminário seguir ensinando depois de encerrado.

O acesso aberto permite que pessoas que não participaram do seminário consultem os trabalhos e conheçam esse debate. O acervo complementa o alcance das transmissões e mantém a produção disponível depois do encontro. “Uma ampliação dos lugares em que a gente pode chegar com o CEDESS, com os saberes e com as práticas de todos e todas as pessoas que aqui estiveram conosco”, resume a coordenadora.

Os resultados

  • 26 dos 56 trabalhos publicados tratam do tema do seminário: educação antirracista, equidade, letramento racial e saúde da população negra
  • 56 trabalhos avaliados pela comissão científica e publicados em acesso aberto no acervo proceedings.science, buscáveis e com autoria preservada
  • 251 inscrições completas na décima edição do seminário internacional do centro
  • Credenciamento presencial operado pela própria organização, com autocredenciamento por QR code
  • Certificados emitidos pela equipe do centro, sem depender de intermediário
  • Nota média de recomendação de 9,62 em 10 para o seminário e 9,47 em 10 para a plataforma, entre os participantes que responderam na emissão dos certificados

Ao mencionar a próxima edição, prevista para 2028, ela já marca a próxima edição: “Estaremos juntos no décimo primeiro seminário, em 2028.” E fecha com o que uma coordenadora de centro de pesquisa entende por resultado: “Muita alegria de termos um espaço de divulgação científica, que é também um espaço de co-construção e de autoria.”

Perguntas frequentes

Qual plataforma foi usada no X Seminário Internacional do CEDESS?

O X Seminário Internacional do CEDESS, realizado pela UNIFESP em São Paulo em junho de 2026, usou a plataforma Galoá para chamada de trabalhos, avaliação pela comissão científica, inscrições, credenciamento, certificados e publicação dos anais no acervo proceedings.science.

Onde estão publicados os trabalhos do X Seminário do CEDESS?

Os 56 trabalhos aprovados estão publicados em acesso aberto no acervo proceedings.science, sem login e sem paywall, buscáveis por título, autor e palavra-chave, com a autoria de cada trabalho preservada depois do fim do evento. Ver os anais no proceedings.science (abre em nova aba)

Como uma equipe pequena organiza um seminário internacional?

Concentrando o ciclo em uma única plataforma. No CEDESS, a coordenação do centro acumulava a coordenação geral do evento, sem secretaria de eventos dedicada: os autores acompanharam as próprias submissões pelo sistema, o credenciamento presencial usou autocredenciamento por QR code e os certificados foram emitidos pela própria equipe, apoiada em perguntas frequentes e vídeos tutoriais.

A sua história é a próxima

O seu seminário merece continuar existindo depois de encerrado.

Da chamada de trabalhos à publicação dos anais, a Galoá dá ao seu centro de pesquisa uma infraestrutura que a própria equipe opera e um acervo que continua no ar depois do evento.